quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

terça-feira, 30 de março de 2010

O talento vem de berço!


Quando comecei a me iniciar na busca artística, meu falecido pai perguntou: "Por que ser atriz? Por que trabalhar com algo que pode não lhe garantir um futuro, ou até mesmo dinheiro?" e ainda indagou mais: "Você é filha de economista e de fonoaudióloga...". Confesso que por vezes continuo a indagar todos os meus "porquês", mas vou seguindo adiante, quase como numa sina.

Mas ao ver e acompanhar trabalhos de meus queridíssimos parentes, vejo que estou cumprindo a sina e mais que isso, passo a entender da onde vem esta minha capacidade de trabalhar nessa área um tanto quanto incerta para todos nós.

Deixo aqui postado hoje a criação feita por meu tio e padrinho Jonga Olivieri para meu primo baiano André Setaro, professor e crítico de cinema que se prepara para lançar muito em breve uma trilogia. O conteúdo do livro deve ser incrível. Posso afirmar com certeza. E não estou "puxando sardinha" pra familia Olivieri não, pois tive o prazer de conhecer André somente no final do ano passado, e minha impressão sobre ele (sua carreira e seu conhecimento intelectual) foram as melhores possíveis. Portanto aí vai a dica: vai estar disponível nas melhores livrarias. Eu?! Vou comprar ué... Porque nossa sina persiste de geração a geração!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Feliz dia nosso!

Hoje é o dia internacional das mulheres. Costumo achar sempre uma chatice essas invenções de: dia do amigo, dia dos avós, dos pais, das flores, dos insentos...

Mas o dia internacional das mulheres é para se festejar. Porque nascemos e aprendemos e sentimos coisas que só quem experimenta a sensacional saga de ser mulher pode saber.

Para homenagear então a mim, a minha mãe, minhas tias, minhas avós, minha irmã, minhas amigas e até minha linda sobrinha deixo aqui um poema de Adélia Prado chamado "Com licença poética".

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

quarta-feira, 3 de março de 2010


E lá vem meu filme novamente!

Mas agora farei diferente. O sonho utópico acabou e estou buscando incentivo pelo Minc. Primeira vez que tento o Edital para "diretores estreiantes", estou entusiasmada e colocando a mão na massa. Este aí é o novo cartaz do filme que se apoiado pelo Governo Federal contar''a com a participação de Elizabeth savala no elenco.

O filme trata da solidão e de que forma lidamos com ela sem nem mesmo percebê-la. Espero conseguir algum tipo de incentivo.

Quero agradecer ao meu tio/padrinho queridíssimo que está trabalhando comigo no envio do projeto nessa nova tragetória Jonga Olivieri, e a minha querida amiga Paula Lagoeiro que está dando uma força pro projeto ir adiante!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Pra rir um pouquinho...


O ano oficialmente começa hoje... Acabaram as desculpas de: "espera o carnaval passar!" ou "Fevereiro é um mês morto." Hoje é dia 01 de março de 2010. E pra começar bem o ano, vai uma imagem divertidinha pra garantia de boas risadas ou pelo menos muito bom humor pra 2010:

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Uma breve passagem de Julio Cortázar... Paula, minha grande amiga me mostrou e me encantei por ele...


"Toco a tua boca,com um dedo toco o contorno da tua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a tua boca se entreabrisse e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha mão escolheu e te desenha no rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade eleita por mim para desenhá-la com minha mão em teu rosto e que por um acaso, que não procuro compreender, coincide exatamente com a tua boca que sorrir debaixo daquela que a minha mão te desenha.

Tu me olhas, de perto tu me olhas, cada vez mais perto e, então, brincamos de ciclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, aproximam-se, sobrepõem-se e os ciclopes se olham, respirando indistintas, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e um grande silêncio. Então, as minhas mãos procuram afogar-se nos teus cabelos, acariciar lentamente a profundidade dos teus cabelos enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragrância obscura. E, se nos mordemos, a dor é doce; e, se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe um só saliva e um só sabor de fruta madura, e te sinto tremular contra mim, como a lua na água."

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Cena do meu vídeo Book

Esse é o vídeo book que fiz recentemente. É uma cena da "Rainha da Sucata". É uma tentativa... Meu lado crítico diz que estou mais teatral, mas acho que o caminho é por aí...