segunda-feira, 8 de março de 2010

Feliz dia nosso!

Hoje é o dia internacional das mulheres. Costumo achar sempre uma chatice essas invenções de: dia do amigo, dia dos avós, dos pais, das flores, dos insentos...

Mas o dia internacional das mulheres é para se festejar. Porque nascemos e aprendemos e sentimos coisas que só quem experimenta a sensacional saga de ser mulher pode saber.

Para homenagear então a mim, a minha mãe, minhas tias, minhas avós, minha irmã, minhas amigas e até minha linda sobrinha deixo aqui um poema de Adélia Prado chamado "Com licença poética".

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

3 comentários:

  1. Ludmila, obrigada pela linda homenagem e parabens tambem pelo nosso dia, coloquei no Facebook, no Blog e no Orkut uma homenagem para TODAS NÓS MULHERES.

    Bjssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss

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  2. Gosto muito da Adélia Prado, tendo-a conhecido pessoalmente quando morei em Beagá.

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